Oficina de Currículos na BSP

Crédito: Equipe SP Leituras

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Por Sofia Sales

Entender o mercado nacional, integrar a população imigrante, saber valorizar as competências pessoais e mostrar a importância de um currículo bem estruturado. Estes foram os temas abordados na Oficina de Elaboração de Currículo que aconteceu neste domingo, 7 de maio, na Biblioteca de São Paulo (BSP).

O encontro foi organizado pelo coletivo Si, Yo Puedo, que desde 2012 atua em um espaço de acolhimento intitulado Kantuta, onde é desenvolvido um projeto de orientação vocacional e profissional que serve de apoio e direcionamento para a efetivação dos imigrantes em um trabalho formal no país.

Luís Benavides, 40 anos, é coordenador do Núcleo de Estudos sobre Migração, Gênero e Direitos Humanos (NEMIGDHS) e vê como a principal importância do projeto a quebra de preconceitos com o imigrante. “Certos preconceitos existem pelo desconhecimento. Por isso fazemos trabalhos de empoderamento de direitos, abordando assuntos como gênero, direitos trabalhistas, acesso à justiça e a educação. ”

Para democratizar a informação, o movimento fez uma parceria com a Biblioteca de São Paulo para realizar a oficina, que aborda assuntos relevantes no processo de elaboração de currículos profissionais e também cria um ambiente de socialização e integração.

Crédito: Equipe SP Leituras

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Nairobi Salazar, 31 anos, é engenheira industrial, nasceu na Venezuela e está no Brasil há 5 meses. Veio ao curso para seguir em frente com a sua busca por trabalho. “Meu marido já está trabalhando, mas para mim é mais difícil, pois não trabalho desde 2013, quando eu engravidei. Já tenho a carteira de trabalho daqui, agora falta saber elaborar um bom currículo. ”

A oficina procura entender o perfil, profissão e habilidades de cada participante, viabilizando a troca de conhecimento, resoluções de dúvidas e a simplificação do processo de elaboração de um currículo, não descartando as experiências de vida. E vale lembrar: o conhecimento acadêmico é importante, mas quem somos nós, e o que somos capazes de fazer é primordial, principalmente para aqueles que chegam ao Brasil sem nunca ter trabalhado.

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