Quadrinista DW Ribatski na BSP

Crédito: Equipe SP Leituras

Crédito: Equipe SP Leituras

Por Fábio de Oliveira

O artista Darlan William Ribatski, ou simplesmente DW Ribatski, foi o convidado da Oficina Espalhafatos de Texto na tarde da sexta-feira, 12 de maio, no auditório da Biblioteca de São Paulo (BSP). Os alunos entrevistaram o quadrinista durante uma hora e abordaram assuntos variados, desde o que inspira o curitibano radicado em São Paulo a produzir suas obras até a situação dos quadrinhos brasileiros.

Autor de títulos como a HQ Campo em branco (Companhia das Letras), em parceria com o escritor Emilio Fraia, Ribatski, 35 anos recém-completos, contou já ter realizado de tudo um pouco no universo das artes gráficas, como ilustração para revistas, capa de CD, roupas e cartazes, além, claro, dos quadrinhos. “Tenho ideia de fazer livros de educação, porque também sou professor”, diz.

O quadrinista acredita que as HQs internacionais sejam mais lidas do que as verde-amarelas pelo fato de ainda vermos os quadrinhos como diversão. Outro motivo apontado por ele é o forte marketing por trás da produção gringa, sem contar seu maior tempo de existência no mercado.

Ribatski contou não ter um modo ou método específico para criar seu trabalho. Tem muitos projetos guardados na cabeça. “E também pilhas de cadernos com ideias de mais de 10 anos”, completa. Ele revela que não fala muito sobre si mesmo em suas obras, mas confessa que, de uma maneira ou de outra, seu jeito de pensar o mundo acaba extravasando no produto final.

Perguntado como se vê daqui a 20 anos, ele responde, antes de finalizar o encontro e sair para buscar seu filho na creche, que “talvez demore mais para me curar de uma doença, mas espero estar com disposição e produzindo”.

Depois do bate-papo, os alunos da oficina foram escrever um relato jornalístico sobre o encontro. Geovanna Pezzolato, 15 anos, participou pela primeira vez do programa. “Tenho dificuldade de escolher entre letras e jornalismo”, diz a adolescente sobre seu futuro profissional. Segundo ela, a oficina pode lhe dar mais informações sobre a profissão de jornalista. O trabalho de Geovanna e dos demais participantes será publicado no próximo jornal Espalhafatos, que é distribuído nas bibliotecas estaduais e para mais de 8000 unidades do interior do estado.



Comentários

Deixe seu comentário

Todos os comentários estão sujeitos a aprovação