Dia musical na BSP

Luau BSP // Crédito: Equipe SP Leituras

Crédito: Equipe SP Leituras

Como parte das comemorações do mês da música, a Biblioteca de São Paulo (BSP) teve dois eventos em que o som rolou a todo volume nesta quinta, 8 de junho. Um deles foi o Luau, programa do centro cultural que acontece toda a quinta, sempre às 12h30. O outro foi o Festival de Música, uma ocupação de bandas da Escola Técnica Estadual (Etec) de Artes, também localizada no Parque da Juventude, em frente a biblioteca.

Muito diferentes entre si, os dois eventos agradaram em cheio público. Enquanto o Festival de Música trouxe a banda Entalpia, que flerta com o rock tradicional – com a clássica formação de baixo, guitarra, teclado e bateria, o Luau tem como referência máxima o Maestro do Canão, que é o rapper Sabotage, músico que se tornou lenda após sua morte e é um dos nomes mais importantes e respeitados do rap nacional.

Mesmo o festival tem uma unidade muito própria: os artistas que se apresentaram são alunos da escola técnica com grande potencial. Se na quinta, a banda Entalpia deu as caras, na sexta foi a vez da voz e violão de Sabrina Meirelles e Leonardo Matheus; no sábado a BSP abrigou o espetáculo Onde Canta o sabiá, que trouxe alunos de canto num coro a capela.

O diretor da Etec, Cláudio Sant’Ana, fez a curadoria do evento a convite da BSP. Como professor, ele contou que já sabe o que cada um dos alunos está desenvolvendo e que a oportunidade é uma valorização de trabalho sempre em construção. “A nossa ideia é criar vínculos e uma aproximação deles com o público. E estreitar laços do trabalho feito na Etec com a BSP. Quero que a ideia pegue e levar eles ao Villa-Lobos”, disse ele, se referido a outra BVL, outra biblioteca gerenciada pela SP Leituras que fica na zona oeste da cidade.

A vocalista da banda Entalpia, Mainara Thaís, corrobora com essa tese. Ela achou muito legal a BSP abrir um espaço para apresentações artísticas. “Achei maravilhoso fazer um som de graça num espação tão legal. Gostei bastante da experiência”, disse. O grupo dela intercala canções autorais que falam sobre sentimentos como o amor e saudades, ao passo que toca sucessos mais animados de ícones como Tim Maia, Charlie Brown Jr. e Criolo. A Entalpia deve lançar um EP em breve com quatro faixas e distribuir em mídias digitais como o Spotify. Atualmente, fazem dois shows por mês; a meta é chegar a quatro.

Para quem não conhece o Luau, basta dizer que o programa é diferente de tudo o que a BSP faz e talvez que melhor se comunica com o público jovem. Sempre lotado, ele é feito pelas pessoas que o frequentam, abrindo o ‘mike’ (microfone) para apresentações artísticas e para discussões sérias e pertinentes. Na quinta, o tema era como a mídia aborda o uso de drogas, assunto que gerou um rico debate.

Informal, o programa tem uma forte influência da cultura hip hop e apresentou bandas do gênero que fazem sucesso na zona norte como Sistema Indigesto e TL 13. Um dos momentos mais marcantes do dia foi quando o baterista João – aluno da Etec – fez um beat e os vocalistas da TL 13 improvisaram um freestyle. E no fechamento, a também estudante Debzz cantou Toxic, sucesso de Britney Spears, acompanhada somente das palmas da plateia, um sinal de respeito e diversidade. Para quem não conhece, vale a pena. Neste dia 15 não vai ter o programa, que volta as atividades na semana seguinte, 22 de junho.

Confira fotos das duas atividades:



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