As verdadeiras metas de gestão

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Quem conhece equipamentos de cultura paulistas sabe que cada um segue seu plano administrativo a partir de metas de gestão. Número de visitantes, aquisição de acervo, oficinas a realizar. Tudo é aprovado entre o conselho da organização social e a Secretaria de Estado de Cultura. São decisões administrativas que medem e avaliam a gestão de um espaço público de tempos em tempos.
O processo envolve muitos documentos, assinaturas, reuniões e mais reuniões. Mas no fim é tudo pela transparência de gestão e acima de tudo isso, uma maneira de assegurar que o cidadão vai ter acesso à cultura da melhor forma possível.
Algumas coisas, porém, não entram nesse relatório. Não são metas objetivas que podemos compartilhar para análise ou auditorias. Mas são coisas que dão um baita orgulho para quem vive a Biblioteca de São Paulo dia após dia.
Uma coisa é dizer que temos 2.500 pessoas por dia num fim-de-semana. Outra coisa é ver um casal octogenário dançando, um cego apreciando um concerto de jovens, um pai lendo para o filho com deficiência.
Uma coisa é dizer que as atividades no piso infantil têm mais público do que no mês passado. Outra coisa é ver, quase todo dia, criança abrindo o maior berreiro para não ir embora da biblioteca.
Uma coisa é dizer que a biblioteca é de fácil acesso por ser próxima ao metrô. Outra coisa é ver gente chegar aqui para mostrar aos parentes ou tirando foto como se fosse um ponto turístico. E já é.
Parafraseando Lia Rosenberg, ex-Diretora Executiva da SP Leituras (que cuida da BSP): aqui nós não fazemos educação nem cultura. Fazemos história.
Agradecemos a todos que ajudam a cumprir nossas metas subjetivas todos os dias.
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1 Comentário

  1. Parabéns a todos que fazem este trabalho tão incrível! Como usuária assídua e colaboradora ocasional, posso testemunhar que é tudo verdade e não apenas divulgação institucional…
    Já presenciei cenas na BSP que me encheram os olhos de emoção…
    Segredo ou mistério? Acho que se chama vida se realizando num conjunto de corações super afinados, trabalhando um jazz que renova todo dia este espaço histórico.

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