Os livros da minha vida

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Como leitora, Monteiro Lobato completo antes dos 5 anos. Recitava os 12 trabalhos de Hércules. Amava a reforma da natureza da Emília: como ela sugeria, cortei o ‘a’ inicial das palavras em que ele não faz falta: “bissurdo, rã”, dizia ela. E eu também falei assim por meses.

Depois, tudo. Cresci numa casa forrada de livros, com escritores à mesa do jantar. Foi fácil gostar de ler.

Grandes espantos: Coração, do Edmundo D’Amicis; O Pequeno Príncipe, do St Exéupery; Os Thibault, do Roger Martin Du Gard; Memórias póstumas de Brás Cubas, do Machado; Tijolo de segurança, do Cony; Encontro marcado, do Sabino; A arte de amar, do Erich Fromm; Poemas para rezar, do Michel Quoist; Três homens num bote (já para não falar do cão), do Jerome K. Jerome; Se um viajante numa noite de inverno, do Ítalo Calvino; Toda a Mafalda, do Quino; Coração tão branco, do Javier Marías; Paciente 67, do Denis Lehanne; A elegância do ouriço, da Muriel Barbery…

Em 1973, na USP, integrei uma equipe de redatores de livros didáticos de Ciências, do pré até o colegial. Ficou bom!

Depois, na Carlos Chagas, quando fazia o Programa Alfa, com Ana Maria Poppovic, fiquei responsável pela seleção dos títulos que viriam a compor a biblioteca das salas de aula. Assim foi feito, com muito sucesso. Foi então que conheci Ruth Rocha e me apaixonei por ela.

Como consultora do Banco Mundial, coordenei a escolha de livros didáticos e de leitura para o Projeto Nordeste. Foi uma licitação internacional, havia livros de todo canto concorrendo. Trabalhei junto com uma consultora francesa, Helene Clement, e um inglês, Tony Read. Montamos equipes com educadores de todos os estados do Nordeste, passamos um mês trancafiados numa escola agrícola em Brasília.

Publiquei O especialista em dinossauros, minha obra favorita. E tem mais um tanto de livros didáticos, artigos, pesquisas…

Texto por Lia Rosenberg

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