Momento Itália/Brasil

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Idealizado pela Embaixada da Itália em Brasília, o Momento Itália/Brasil propõe a celebração da amizade, história e simpatia entre os povos brasileiro e italiano. As comemorações, que tiveram início em 2011 com eventos nas mais diversas áreas, como música, design e gastronomia, vão até junho de 2012.

 

Momento Itália_BrasilLogo do Momento Itália/Brasil: união de grandes símbolos dos dois países (Cristo Redentor e Coliseu)

 

Participe dessa festa! Confira as atividades que Biblioteca de São Paulo preparou para celebrar a literatura italiana:

 

24 de maio

16 horas – Literatura em trechos

 

25 de maio

16 horas – Leitura ao pé do ouvido

18 horas – Sarau da Prosa Poética

19 horas – Leituras e Letras em Harmonia

 

27 de maio

16 horas – Hora do conto

 

 

Várias obras italianas estão em destaque nas prateleiras da BSP. Confira as sugestões de leitura.

 

O cemitério de Praga (Umberto Eco)

O cemitério de Praga

Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir.

 

 

Divina comédia (Dante Alighieri)

Divina comédia

Dante é condenado ao exílio. Ele se perde em uma selva escura e enfrenta muitos obstáculos – uma pantera, um leão e uma loba, até encontrar Virgílio, grande poeta latino que o orienta quanto ao caminho que ele deve seguir. Dante, então, realiza uma jornada espiritual pelos três reinos – Inferno, Purgatório e Paraíso. Esta edição traz as ilustrações de Sandro Botticelli, perdidas durante séculos e identificadas somente na década de 1980.

 

 

 

As cidades invisíveis (Italo Calvino)

As cidades invisíveis

As cidades invisíveis, de Italo Calvino, um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX, conta a história do famoso viajante Marco Polo, que descreve para Kublai Khan as incontáveis cidades do imenso império do conquistador mongol. Neste livro, a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.

 

 

 

Um, Nenhum e Cem Mil (Luigi Pirandello)

Um, nenhum e cem mil

Ao descobrir, por intermédio da esposa, que seu nariz pende para a direita, Vitangelo Moscarda, anti-herói deste livro, entrega-se por inteiro à especulação metafísica sobre sua própria identidade – quem será este homem que mal conhece suas feições? Como a veem as pessoas mais próximas? O que restará dele uma vez subtraída sua imagem pública? A partir destas indagações, Vitangelo envolve-se numa série de situações tão angustiantes quanto burlescas, que põem em polvorosa a pequena cidade de Richieri.

 

 

Decamerão (Giovanni Boccaccio)

Decamerão

Decamerão é um conjunto de cem novelas em que Boccaccio narra a história de sete mulheres e três homens que, fugindo da peste, em 1348, retiram-se para o campo, nas proximidades de Florença. Durante dez dias cada um conta uma história. Essas novelas – sentimentais, satíricas, trágicas ou licenciosas – retratam a vida no século XV, num estilo que se tornou modelo na prosa italiana.

 

 

 

Valentina: 65 – 66 (Guido Crepax)

Valentina: 65 - 66

Valentina é uma fotógrafa descolada que vive fantasias fetichistas. Bissexualidade, êxtase auto-erótico, sadomasoquismo e devaneios oníricos povoados de referências à Art Nouveau permeiam seus quadrinhos. Valentina estreou discretamente, como coadjuvante em uma série de ficção nas páginas da Linus – revista que inventou o gênero de ‘quadrinhos adultos’. O herói era Neutron, um detetive que usava seu poder paralisante para combater o crime. Aos poucos, Crepax substituiu os temas policiais e de ficção científica por uma mistura complexa de erotismo, alucinações e sonhos.

Nesta edição o leitor encontrará as primeiras histórias de Valentina, publicadas entre 1965 e 1966.

 

 

Alì dos olhos azuis (Pier Paolo Pasolini)

Alì dos olhos azuis

Alì dos olhos azuis reúne uma série de diferentes textos de Pasolini, escritos entre 1955 e 1967. Todos são inéditos no Brasil e documentam a evolução do artista em um dos mais intensos e significativos períodos da vida cultural da Itália e do Ocidente no século XX. O livro representa uma espécie de plataforma a partir da qual se lança a produção literária e cinematográfica de Pasolini. Há diversos gêneros literários presentes – o conto, a crônica, alguma poesia, e os roteiros de Mamma Roma, Accattone e A ricota, que originaram os três primeiros filmes de Pasolini.

Também são várias as situações, ambientações e formas narrativas que se alinham neste volume. O uso do dialeto romanesco se alterna com o italiano culto; a linguagem dos recém chegados camponeses à cidade se mescla ao linguajar típico dos ‘romanos de verdade’, como se autodefinem os moradores mais antigos da cidade; soluções estilísticas muito diferenciadas se sucedem.

 

 

Contos romanos (Alberto Moravia)

Contos romanos

Publicado pela primeira vez em 1954, Contos romanos figura entre os mais significativos livros da extensa obra de Alberto Moravia. Ambientados em uma Roma que sai esgotada da Segunda Guerra, os contos são narrados quase sempre por um personagem que fala em primeira pessoa e conta uma história cheia de espertezas, expedientes e pequenos truques da luta para não sucumbir completamente à adversidade. O realismo antes atribuído aos Contos romanos parece agora limitar-se à descrição ambiental de uma Roma que, paradoxalmente, poderá lembrar a periferia contemporânea de uma grande cidade como São Paulo.

Ainda segundo Loredana, “os personagens, figurinhas deformadas, quase marionetes expressionistas, vão além do que se entende por realismo”. Esta edição inclui quatro mapas da cidade de Roma, com destaque para os pontos geográficos e lugares significativos citados nos contos, o que ajudará o leitor pouco familiarizado com a geografia romana a situar-se em relação ao espaço físico das narrativas de Moravia.

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