Prêmio Camões 2012

0

O escritor curitibano Dalton Trevisan venceu o mais importante prêmio da língua portuguesa. Trata-se do Prêmio Camões de literatura, que homenageia autores pelo conjunto de suas obras.

Dalton Trevisan tem mais de 40 livros publicados e é considerado pela crítica um dos mais importantes contistas do país. O estilo de vida recluso rendeu ao escritor a alcunha de O Vampiro de Curitiba, título do seu livro publicado em 1965.

Prêmio Camões foi instituído em 1988. Já foram reconhecidos os seguintes escritores brasileiros: João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), António Cândido de Mello e Sousa (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008) e Ferreira Gullar (2010). Dalton Trevisan é o décimo brasileiro reconhecido e vai receber o prêmio de 100 mil euros, pagos pelos governos do Brasil e de Portugal.

Na Biblioteca de São Paulo você encontra O Vampiro de Curitiba, que levou o escritor à fama, O anão e a ninfeta, sua mais recente obra, e dezenas de outros títulos.

 

 

O Vampiro de Curitiba*

Vampiro em pele de cafajeste, Nelsinho, o tarado, persegue virgens, velhas professoras, prostitutas em fim de carreira, enquanto se forma aos olhos do leitor a imagem de uma Curitiba degradada.

*Disponível também no formato audiolivro.

 

 

O anão e a ninfeta

O anão e a ninfeta

Dalton Trevisan, um dos mais importantes escritores brasileiros, reúne em O Anão e a Ninfeta 40 contos inéditos que comprovam ainda mais as características do enigmático contista: linguagem mordaz e diálogos incomuns.

 

 

 

Novelas Nada Exemplares

Novelas nada exemplares

Um moço em Curitiba só tem um remédio – afogar-se. Como não há mar, um tonel de rum serve. Mas nem todos encontram coragem ou lucidez para o tonel de rum. Há então o noivado, ser noivo de alguma coisa ou pessoa, evitar a garoa das noites, encontrar uma sala com sofá e o retrato de um parente morto suspenso na parede, tomar o café que lhe traz a futura sogra, e, aos domingos, há o ajantarado pegajoso da província – a noiva bordará, costurará, fará qualquer coisa com as mãos, talvez uma carícia.

As mulheres estarão sempre costurando, solteiras, casadas, viúvas, velhas ou moças terão os dedos picadinhos de agulha, até que um dia o ovo de costura rolará de suas mãos e a cabeça tombará para sempre – não, nada é para sempre, ainda com o ovo de costura caído no chão o pescoço é alvo útil para a navalhada.

 

Cemitério de elefantes

Cemitério de elefantes

Esta obra traz contos passados nas ruas de Curitiba, por onde andam, ou se arrastam, os elefantes do mercado de peixe, Dinorá, a moça do prazer, a gorda Carlota e sua filha Lili, Dorinha fraca do coração.

 

 

 


Guerra conjugal

Guerra conjugal

Trinta contos, todos curtos, em que todos os homens são João, todas as mulheres, Maria. É um caleidoscópio com os mesmos vidrilhos coloridos que só mudam de posição e de relação, presos no Inferno pessoal da solidão a dois. O estupendo, o maravilhoso nos contos sucintos de Dalton Trevisan e sua captação agudíssima de todos os mitos populares, as frases-chavão: “agora era dona casada e não podia conversar com qualquer homem”, ou “procurei sempre trazer conforto para casa. Nunca fiz questão de despesa”.

Elas são o metralhar contínuo da guerra dos sexos, essa “llíada doméstica”, como o próprio escritor curitibano a chama. A grandeza de Dalton Trevisan está em dar à literatura urbana do Brasil talvez a mais insólita e pungente Seleções do Kitsch já reunida nas Américas.

 

 

 

Compartilhe

Sobre o Autor

Deixe um Comentário