Oficina de Ovo de Páscoa

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Crédito: Equipe SP Leituras

A chef confeiteira Danielle Trolezi ensinar a criar ovos de páscoa // Crédito: Equipe SP Leituras

Integrando uma série de atividades sobre empreendedorismo, a Biblioteca de São Paulo (BSP) promoveu a segunda edição da Oficina de Ovo de Páscoa nos dias 27 e 28 de fevereiro. A ideia é ensinar o passo a passo para a preparação do doce e quais são as melhores estratégias para vender no mercado. É antes de tudo, uma maneira de ensinar uma alternativa de renda para os participantes. A atividade foi conduzida pela chef confeiteira Danielle Trolezi, que já ministrou na BSP os cursos de Pão de Mel e Brigadeiro Gourmet, em setembro e novembro, respectivamente.

Nesta atividade, porém, os alunos não colocaram a mão na massa. De forma demonstrativa, assistiram o preparo via telão do auditório, por meio de uma câmera apontada para a mesa. Isso permitiu um número maior de participantes: enquanto as outras oficinas eram limitadas em 12 pessoas, esta teve 30 alunos.

No conteúdo, informações técnicas sobre o chocolate: sua composição química, a origem, como ler uma embalagem, como saber se o chocolate tem ou não qualidade, as diferenças entre a mercadoria importada e nacional, quais as temperaturas ideais de derretimento e de preparo, além de uma introdução a temperagem, que é o resfriamento do chocolate. Foram passadas ainda dicas de custo e aquisição e técnicas para decorar o ovo. As receitas que Danielle trouxe eram do ovo de colher, de casca recheada e crocante, que têm preços de venda estimados entre R$ 80 e R$ 120.

A chef é autodidata e disse que no Brasil são poucos os cursos de confeitaria: estudou em cursos livres e lendo muitos livros. Formada em ciências contábeis, era funcionária pública, e que apesar da estabilidade e dos benefícios, encontrava-se insatisfeita e desanimada no emprego.

“Eu sempre gostei muito de cozinhar desde pequena. Mas se me dissessem há dez anos que hoje isso seria uma nova profissão, acharia uma loucura. Sei que a gastronomia está na moda. Mas corri atrás e me encontrei fazendo o que faço. Acho que pode dar muito certo para vocês, pois só depende da gente”, disse.

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Ruben Prado na BSP // Crédito: Equipe SP Leituras

A fala da professora é um componente motivador para os alunos, que também buscam esse tipo de transformação. Um exemplo é o estudante Ruben Prado, 43 anos. Ele já participou da oficina de brigadeiro, ministrada por Danielle, e vê na atividade uma forma de complementar a renda.

Formado em radiologia e mestrando em dosimetria pela Universidade de São Paulo (USP), já tem na bagagem a gestão de vários empreendimentos. Foi dono de um Bingo no Guarujá, montou uma loja de material de construção em Mairiporã e investiu numa agência com foco no mercado esportivo, promovendo eventos em Copas do Mundo, na Libertadores da América e no Campeonato Paulista de Futebol.

“Gosto muito de ler e venho nas bibliotecas quando não tenho o livro em casa. Fiquei sabendo desse curso e me inscrevi correndo. A ideia aqui é aprender as receitas e vender para fora. É uma oportunidade que pode gerar um fôlego para uns dois ou três meses. Fiz isso antes. Vendi brigadeiro na faculdade, o que me gerou um certo dinheiro”, afirma.

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Osmar da Silva // Crédito: Equipe SP Leituras

Essa é a mesma intenção de Osmar da Silva Varallo, 52 anos. Ele já foi professor de informática, trabalhou fazendo reparos em computadores e atualmente é motorista autônomo, via aplicativos Uber e 99. Sua ideia é aprender a fazer ovos para vender, já que curte o ambiente culinário. No passado, vendeu trufas para alguns clientes. “Gosto muito de cozinhar, especialmente massas. E sou chocólatra também. O meu medo é comer a metade da produção e ter prejuízo”, fala de brincadeira. “Mas vejo que os cursos aqui são muito bons e posso aprender bastante”, finaliza.

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