As múltiplas artes de Nuno Ramos

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Quem participou do Segundas Intenções com Nuno Ramos, na BSP, não se arrependeu. E saiu do auditório da biblioteca feliz em ter conhecido detalhes sobre o processo de criação do artista, que transita por diversas mídias e formatos. Nuno foi generoso ao comentar e contextualizar sua própria trajetória em bate-papo com o também escritor Manuel da Costa Pinto, mediador da atividade mensal do espaço, e também ao compartilhar as motivações de várias de suas obras.

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Na plateia, Carlos Fernandes aproveitou cada momento atentamente. Frequentador assíduo da biblioteca, Carlos veio do Tucuruvi, bairro também da zona Norte da capital paulista, especialmente para o Segundas Intenções e tem procurado participar dos encontros com escritores sempre que pode. Foi assim com Xico Sá, por exemplo, que ele destaca como um dos mais interessantes bate-papos nessa linha. Importante meio para promover a aproximação entre autores e leitores, os encontros têm sido inclusive recomendados por Carlos aos colegas da Faculdade de Letras.

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Para o Segundas Intenções com Nuno, Carlos preparou-se, lendo algumas de suas obras como “O Pão do Corvo” e “Cujo”. Para ele, a força da palavra foi o que mais chamou a atenção. E não foi por acaso. Segundo Nuno, a palavra é quase vista como um objeto em sua obra. O autor não esconde que adora a densidade da palavra e confessa que reescreve tudo. Segundo ele, trata-se de uma matéria muito fácil de manipular, em todos os sentidos. Carlos praticamente acenou concordando com o que já leu do autor. É tudo quase poético, como sinalizava o frequentador da biblioteca em comentário em voz bem baixa, entre as fileiras do auditório.

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Nuno, que frequentou o Colégio Equipe onde integrou grupo que formou a banda Titãs, falou de artes plásticas e fez também referências aos materiais com os quais trabalha. E contou histórias sobre as origens de alguns de suas obras. Lembrou o projeto “111”, que faz referência aos 111 mortos no presídio do Carandiru, local onde hoje está instalada a biblioteca, estabelecendo assim novos e antigos laços com a BSP.

Até referências futebolísticas foram lembradas durante o bate-papo, que terminou em aplausos e na aproximação definitiva entre artista e público, como era de se esperar. Ignácio de Loyola Brandão é o escalado para o Segundas Intenções de maio, na BSP.

(Fotos: Equipe SP Leituras)

 

 

 

 

 

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