Case da BSP é tema de palestra na Bienal do Livro em São Paulo

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Inspiradora. Na opinião da pedagoga Glauciane Catanho, coordenadora pedagógica, assim foi a palestra de Pierre André Ruprecht, diretor executivo da Organização Social SP Leituras, sobre o case da Biblioteca de São Paulo (BSP), realizada na Bienal do Livro, no último dia do evento. Para Glauciane, a ideia de levar o foco da biblioteca para as pessoas e não somente para o acervo, que faz parte do conceito de Biblioteca Viva, despertou uma nova maneira de abordar o tema da manutenção da biblioteca no dia a dia da escola onde trabalha. É pra lá que a pedagoga vai levar não só o conceito, mas tudo que viu e aprendeu durante a palestra de Ruprecht.

Com interpretação em Libras, a palestra começou – e terminou – com a exibição do vídeo criado para defender a candidatura da Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL, também gerida pela O.S.) na premiação concedida pela IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions). A vencedora será conhecida em 28 de agosto. Como a BSP, que concorreu ao prêmio de Biblioteca do Ano (a vencedora foi a da Letônia) entregue durante a Feira do Livro de Londres, a BVL tem as mesmas propostas e programas/atividades. Com as duas bibliotecas públicas estaduais concorrendo à premiações internacionais configura-se fato inédito para os brasileiros do setor, como Ruprecht ressaltou, durante a palestra.

Durante o encontro, o diretor executivo da SP Leituras destacou os demais pilares defendidos por meio da inscrição da BSP na premiação. A começar pelo local emblemático (onde antes funcionava a penitenciária do Carandiru) no qual está instalada, hoje, a Biblioteca de São Paulo (um espaço de história sombria da cidade e agora transformado em lugar de conhecimento, de luz, de saber), que representa não só a Casa da Palavra, mas também uma praça cultural, um terceiro lugar em sua essência. Como terceiro lugar, vale ressaltar, leia-se um local de escolha das pessoas. Outro fator destacado na defesa da inscrição da biblioteca foi a diversidade não só de atividades oferecidas pelo espaço, mas também de público atendido: as comunidades do entorno, crianças, jovens, adultos, pessoas com mais de 60 anos etc. O acervo atualizado semanalmente e que recebe sugestões dos usuários também foi fator indicado como diferencial na inscrição, sem falar no conceito de Biblioteca Viva, já citado aqui.

Confira, a seguir, galeria de fotos do evento, realizado no Espaço do Saber, na área central do Pavilhão do Anhembi, que sediou a Bienal 2018, em São Paulo.

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2 Comentários

  1. estive na Biblioteca de São Paulo e me impressionei com a estrutura, o atendimento jovial e atencioso dos funcionários e o acervo. Mas percebi que muitos usuários saem de lá e usam drogas na frente do espaço e nao há policiomento, nem segurança da própria biblioteca para impedir ou até mesmo inibi-los. Triste. Nao sei se voltarei…

    • Caro Igor,
      Temos um contato frequente com a Polícia Militar e com a gestão do parque no sentido de juntar esforços nessa questão.
      Que bom que gostou do espaço, venha sempre que desejar!
      Abraços, equipe BSP.

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