Livros mais emprestados em março

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Confira a lista:

Infantil

1º: Querido diário otário, ano dois: Escola. Será que já não chega?, de Jim Benton.

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Jamie Kelly terá muito trabalho pela frente. Além de dois beagles fedidos, uma mãe que é a pior cozinheira do mundo e um cabelo que não ajuda muito, ela ainda tem que ir para a escola e aprender matemática. Ainda bem que Jamie tem bom humor de sobra para aguentar um tal de Vocabulando, louras deslumbrantes que conseguem ficar ainda mais lindas usando óculos, e a possibilidade de ter que passar o verão na escola estudando matemática, vendo as pelancas dos professores e comendo bolo de carne.

 

 

 

 

 

2º: Horácio: Mãe, de Fabio Coala.

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Sozinho no mundo, Horácio nunca se conformou por não conhecer a sua mãe. Então, decidiu procurá-la, numa aventura cheia de percalços e descobertas. Do jeito que a vida é. Fabio Coala reinterpreta o clássico tiranossauro rex comedor de alface de Mauricio de Sousa de uma forma respeitosa e, ao mesmo tempo, ousada e emocionante.

 

 

 

 

 

Juvenil

1º: Cidade das cinzas, de Cassandra Clare.

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O segundo volume da série best-seller Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare. Depois ser apresentada ao Mundo de Sombras e a Jace — um Caçador que tem a aparência de um anjo, mas a língua tão afiada quanto Lúcifer —, Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.

 

 

 

2º: Minha vida fora de série: 1ª temporada, de Paula Pimenta.

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Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. COmo começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. MAs será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar, e sim as pessoas que vivem nele. E Que, além da nova cidade, há algo mais importante para se conhecer: ela mesma.QUem gosta da série Fazendo meu filme não pode perder o livro de estreia desta nova série de Paula Pimenta. SItuado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes de a história de Fazendo meu filme começar. NÃo perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila!

 

 

 

Adulto

1º: Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro.

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Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo. Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante. Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

 

2º: A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado, de Liv Strömquist.

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Por que as sociedades alimentaram uma relação tão esquizofrênica com a vagina ao longo dos séculos? Por que a menstruação é um tema apagado de nossa cultura quando costumava ser algo sagrado para os povos ancestrais? A origem do mundo escancara interditos e desafia mitos e tabus. Um livro genial, catártico e absolutamente necessário. Se “o pessoal é político”, como dizia o slogan da segunda onda feminista, iniciada nos anos 1960, Liv Stromquist criou um livro radical. Com humor afiado, a artista sueca expõe as mais diversas tentativas de domar, castrar e padronizar o sexo feminino ao longo da história. Dos gregos antigos a Stieg Larsson, das mulheres da Idade da Pedra a Sigmund Freud, de Jean-Paul Sartre a John Harvey Kellogg (o inventor dos sucrilhos), da fábula da bela adormecida a deusas hindus, de livros de biologia ao rapper Dogge Doggelito, A origem do mundo esquadrinha nossa cultura e vai até o epicentro da construção social do sexo. Para Liv, culpabilizar o prazer é um dos mais efetivos instrumentos de dominação — graças à culpa, a maçã é venenosa e o paraíso mantém seus portões fechados. Uma crítica hilária, libertadora e instrutiva sobre o sexo feminino.

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