Combate à homofobia: confira como foram os encontros na biblioteca

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Foto: Equipe SP Leituras.

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O Bate-papo: cidadania e direitos LGBTS e a Roda de conversa: escola, literatura e enfrentamento da LGBTfobia foram atividades bem concorridas durante o mês de maio no auditório da BSP. Os encontros que aconteceram, respectivamente, nos dias 16 e 17, contaram com estudantes, frequentadores da biblioteca e especialistas.

No primeiro dia, a ideia era partir de questionamentos como “‘quais são as bandeiras do movimento LGBT?”, “quais são os direitos assegurados para as pessoas LGBT no Brasil?” e “o que ainda falta conquistar?”. A reflexão e o debate foram estimulados por Renan Quinalha e Magnus R. D. da Silva, que comandaram a conversa, “puxada” pela oficina organizada pelas graduandas da Unifesp Baixada Santista, do Projeto de Extensão Juventudes & Funk.

Muito se falou e esclareceu sobre cidadania, direitos e saúde de pessoas LGBTI+. Renan Quinalha, que é professor de Direito da Unifesp, advogado e ativista no campo dos direitos humanos, abordou aspectos legais, em especial. Ele, que foi professor visitante na Unicamp (2018) e assessor jurídico da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo e consultor da Comissão Nacional da Verdade para assuntos de gênero e sexualidade, publicou o livro “Justiça de Transição: contornos do conceito” e co-organizou as obras “Ditadura e Homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade” e “História do Movimento LGBT no Brasil”.

Já Magnus R. D. da Silva é professor Livre Docente de Medicina da Unifesp, médico endocrinologista e pesquisador, atuando na promoção de saúde para pessoas transgênero e intersexo.  Magnus procurou concentrar-se nas questões médicas, já que foi um dos fundadores do Núcleo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Assistência à Pessoa Trans Professor Roberto Farina  (http://nucleotrans.unifesp.br) e, na Unifesp, dedica-se à graduação da Medicina e Pós-Graduação em Endocrinologia Clínica, ao atendimento ambulatorial e transdisciplinar de pessoas trans e intersexo do Hospital São Paulo (Hospital Universitário).

Já no segundo dia, foi a vez das graduandas Bruna Reis (Serviço Social), Gabrielle Cabral (Serviço Social) e Priscilla Karaver (Psicologia) – sob a coordenação das professoras Cristiane Gonçalves e Patrícia Borba (Projeto de Extensão Juventudes & Funk na Baixada Santista: territórios, redes, saúde e educação e educação) – liderarem a tarde. A iniciativa visou promover a reflexão sobre as relações cotidianas, principalmente as vivenciadas na escola e entre jovens, sobre as atitudes de discriminação por orientação sexual e o contexto que as produzem, utilizando a ludicidade e a literatura como elementos potentes de enfrentamento da LGBTfobia.

A escritora Janaína Leslão encerrou o encontro, com um bate-papo recheado de informações importantes. Psicóloga, mãe, militante feminista e LGBT, ela escreveu contos de fada brasileiros abordando direitos sexuais. Entre suas obras publicadas estão “A Princesa e a Costureira”, “Joana Princesa” e “A Rainha e os Panos Mágicos”. Quem esteve por aqui não perdeu a oportunidade de esclarecer dúvidas e aprofundar seu conhecimento sobre os temas, tão importantes para a sociedade.

 

Foto: Equipe SP Leituras.

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2 Comentários

  1. Não sou bolsominion, mas se alguém propusesse um evento a favor do governo dele ou a favor de suas idéias, a SP Leituras deixaria?
    Por favor, parem de fazer eventos num espaço que deveria ser isento de opiniões políticas – já que este evento foi ancorado em opinião política, que a gente bem sabe. Depois, vocês reclamam que o governo não tá disponibilizando verba pra cultura…

    • Prezado David,
      Em relação ao seu comentário, esclarecemos que a biblioteca é um espaço democrático, inclusivo e aberto a discussões de vários temas da atualidade, sem cunho partidário.
      Atenciosamente,
      Equipe BSP.

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