Simultânea de xadrez com Mequinho faz a festa de jogadores

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Foto: Equipe SP Leituras.

Foto: Equipe SP Leituras.

Quem esteve na BSP em 25 de janeiro presenciou um momento cheio de significado para quem ama xadrez: uma partida simultânea com Mequinho. O evento, realizado no dia do aniversário de São Paulo, marcou definitivamente a vida de Pedro Henrique, que foi quem mais resistiu no jogo contra o campeão. Compenetrado o tempo todo, Pedro Henrique foi observando, um a um, os competidores levantando das mesas, com as partidas sendo encerradas por Henrique Mecking. Quase sem acreditar no tempo passando, foi ele que mais “trabalho” deu ao enxadrista, movendo suas peças com todo o cuidado e avaliando todos os riscos das jogadas, até o final.

Pedro Henrique, que acompanha Mequinho nas redes sociais e nunca tinha encontrado o ídolo, fez a inscrição como suplente no próprio dia 25, na torcida para conseguir sua mesa. “Quando soube que realmente que iria jogar, fiquei entusiasmado, com muita emoção. Ao ver o Mequinho, logo o cumprimentei e pensei: mano, estou apertando a mão do meu ídolo no esporte! E nos momentos anteriores ao jogo, só pensava: será que irei durar 10 lances? E seguiu o jogo… Joguei de peças pretas uma variante da defesa Holandesa na qual fiquei seguro e resisti bem. Por um momento achei que iria empatar, mas o mestre foi muito preciso nos seus movimentos e ganhou no fim das contas”, descreve ele.

E como Pedro Henrique, que aprendeu a jogar xadrez em 2014, encarou o fato de ser o último nas mesas? Ele comparou com a sensação talvez só possível com a de um fã de Fórmula 1 ter disputado uma corrida com o saudoso e genial Ayrton Senna e chegado na última volta, lado a lado.
Fãs & jogadores
A sensação de vitória era realmente compartilhada por todos os jogadores, mesmo para o primeiro a deixar o tabuleiro: Marcello, para quem Mequinho ofereceu o empate. Aplaudido pelos demais enxadristas, ele aceitou, claro! Marcello aprendeu a jogar há 15 anos e ficou com cada lance gravado na memória. Já Antônio, estudioso das partidas, ficou mesmo só observando bem de perto o campeão, passando de mesa em mesa.
Alysson e Victor também vieram para ver Mequinho jogar. O desafio era enorme, como frisavam, e os dois amigos gostariam de estar nas mesas, diante do campeão. Como não conseguiram vagas, a dupla comentava e analisava a decisão de cada jogador, tal qual Antônio. Sérgio, por sua vez, não escondia o nervosismo diante do Grande Mestre. Professor de xadrez, Sérgio brincava que uma haste faltando nos óculos pode ter atrapalhado a concentração na partida. Nas mesas também estava Celso, que não escondia o entusiasmo a cada rodada, por permanecer no jogo com Mequinho. Vizinho de partida, o compenetrado Renato trouxe até a esposa Sara como “equipe de apoio”, para fotografar etc.

Confira, a seguir, a galeria de imagens da atividade, que foi iniciada com as instruções dadas por Adriano Caldeira, autor de um dos livros sobre Mequinho, e com o próprio campeão falando sobre sua conversão à religião e sua devoção também ao esporte:

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