#BSP10anos: Pedro Bandeira relembra sua carreira no Segundas Intenções

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Pedro Bandeira foi personagem do Segundas Intenções especial de aniversário da BSP.  Foto: Equipe SP Leituras

Pedro Bandeira foi personagem do Segundas Intenções especial de aniversário da BSP. Foto: Equipe SP Leituras

No mês em que a Biblioteca de São Paulo completa 10 anos, o escritor, jornalista e ator Pedro Bandeira, de 77 anos, foi o convidado do Segundas Intenções especial da programação de aniversário. No bate-papo, que teve a mediação do jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto, o premiado autor santista elogiou a criação da BSP e classificou a biblioteca, no Parque da Juventude, no terreno onde antes estava localizada a Casa de Detenção, como uma “revolução”:

“Eu não imaginava que se pudesse construir um espaço onde o livro fosse tão livre”, disse Bandeira. “É um lugar de todos, onde o sem-teto e o morador de rua podem entrar. Porque não é meu, não é seu, é de todos nós. Uma das grandes vitórias de São Paulo foi termos construído a casa da liberdade em cima da casa do encarceramento, do sofrimento.”

A tradutora de Libras Luana Manini Genari de Souza Ramos, o jornalista Manuel da Costa Pinto e o escritor Pedro Bandeira. Foto: Equipe SP Leituras

A tradutora de Libras Luana de Souza Ramos, o jornalista Manuel da Costa Pinto e o escritor Pedro Bandeira. Foto: Equipe SP Leituras

Com 25 milhões de livros vendidos, Bandeira é autor de literatura juvenil mais popular do Brasil. Entre seus livros mais famosos estão a série “Os Karas”, composto de “A Droga da Obediência” (1984); “Pântano de Sangue” (1987); “Anjo da Morte” (1988); “A Droga do Amor” (1993), e “Droga de Americana” (1999), além do livro infantil “O Fantástico Mistério de Feiurinha” (1986), ganhador do Prêmio Jabuti e foi adaptado para o cinema no filme “Xuxa e o Mistério de Feiurinha” (2009).

Ao falar sobre o início de sua carreira, Bandeira relembrou a famigerada ditadura e como a repressão às artes e ao jornalismo o levou, pouco a pouco, para a literatura infantil e juvenil. E de como fez psicologia do desenvolvimento para poder entender melhor para quem estava escrevendo. “O alvo do escritor não é o livro, é o leitor; o alvo da biblioteca não é o livro, é o frequentador”, disse ele. “Sempre trabalhei pelos meus leitores. Não é a minha vida nos meus livros, é a dos meus leitores.”

O autor fez uma defesa apaixonada da literatura não apenas como ferramenta educativa, mas como um instrumento fundamental para o crescimento humano. “A literatura permite que a gente amadureça sem ter que sofrer alguns problemas”, disse o escritor. “Sem literatura, ficamos menos maduros. Não existe vida sem arte; a arte existe desde que a humanidade existe. Só o conhecimento liberta. E onde está o conhecimento? Nos livros e nesta biblioteca.”

Maria Carolina, de cabelos coloridos, é fã de Pedro Bandeira e fez uma pergunta para o escritor. Foto: Equipe SP Leituras

Maria Carolina, de cabelos coloridos, é fã de Pedro Bandeira e fez uma pergunta para o escritor. Foto: Equipe SP Leituras

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