Expoente do conto na literatura, Sérgio Sant’Anna morre no Rio, aos 78 anos

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O escritor Sérgio Sant'Anna e seu último livro publicado, "Anjo noturno". Foto Montagem/ Divulgação

O escritor Sérgio Sant’Anna e seu último livro publicado, “Anjo noturno”. Foto Montagem/ Divulgação

Expoente do conto, exímio camaleão dos gêneros e um dos mais prolíficos experimentadores formais da literatura brasileira, o escritor Sérgio Sant’Anna morreu na madrugada do domingo (10), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Sant’ Anna estava internado desde o dia 3, e apresentava melhoras, segundo familiares. Mas, no meio da convalescença, foi vitimado por um ataque cardíaco.

Ele estreou como escritor com o livro de contos “O sobrevivente”, em 1969, numa edição de autor financiada por seu pai. Entre suas principais obras estão “O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro”, “Amazona”, “O vôo da madrugada”, “O livro de Praga” e “Um crime delicado”.

A última obra publicada é de 2017, “O anjo noturno”. Nos nove contos reunidos no volume, Sant’Anna explora, em uma mistura de gêneros diversa, temas opostos e complexos, como morte e vida, infância e velhice, paixão carnal e amor fraternal. Para ler os dois primeiros contos, “Augusta” e “Um conto límpido e obscuro”, basta clicar neste link.

Sant’Anna venceu quatro vezes o prêmio Jabuti, três vezes o APCA e uma vez o prêmio da Biblioteca Nacional. Sua obra foi traduzida para o alemão, o italiano, o francês e o tcheco, além de ter sido adaptada para o cinema.

Os acervos das bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos têm obras obras de Sérgio Sant’Anna. Por enquanto, no entanto, as atividades presenciais estão suspensas. Para mais informações, acesse nossas redes sociais.

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