Oficina de escrita criativa de Rodrigo Ciríaco ensina a destravar a criatividade

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Rodrigo Ciríaco. Foto: Divulgação/Renata Armelin

Rodrigo Ciríaco. Foto: Divulgação/Renata Armelin

Logo no início da oficina Papo Reto: Prosa e Poesia Marginal-Periférica, realizada entre os dias 19 e 21 de maio, dentro da programação da BSP, Rodrigo Ciríaco avisa: “Não vamos aprender a escrever. Quem ensina a escrever é a escola. A gente vai provocar. Ajudar a destravar, desbloquear a criatividade. Os impulsos, o desejo. E produzir. E a partir da produção, ler, comparar, comentar. Sem hierarquizar, ou melhor, sem avaliar, dar notas”.

Expoente da literatura marginal e de periferia, Ciríaco usa sua experiência como educador, escritor e como integrante do movimento, iniciado em 1978, com a publicação dos “Cadernos Negros”, para ensinar técnicas que ajudam a despertar a criatividade e fazer com que os alunos escrevam mais livremente. O autor tem quatro livros publicados: Te Pego Lá Fora, 100 Mágoas, Vendo Pó…esia e Menino Moleque Poeta Serelepe. E desenvolve a “Pedagogia dos Saraus”, voltado à formação poética e literária entre jovens e adolescentes das periferias de São Paulo.

Em suas aulas, Ciríaco cita referências literárias, como Ferréz e o poeta Sergio Vaz; indicou textos de autores que falam sobre processos de escrita, como Rainer Maria Rilke (Cartas a um jovem poeta) e Affonso Romano de Sant’Anna (O lápis e a Folha em Branco), e deu outras indicações de livros sobre o assunto, como Oficina de Escritores, de Stephen Koch e Ofício de Escrever, do Frei Betto.

Em outro momento, Ciríaco propôs um exercício: escrever um texto sem pretensão poética ou literária: “Uma história que você ainda não escreveu sobre, mas gostaria. Uma história que possa ser compartilhada. Lida e discutida por outras pessoas”. Jaíne Araújo, uma das alunas presentes, leu o seu texto, que fala sobre a perda de um ente querido – o que a emocionou e emocionou os outros colegas. O professor avaliou assim: “O seu texto, embora tenha sido escrito como eu pedi, já é muito poético”.

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