Clássico de Machado de Assis ganha nova tradução em inglês

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Machado de Assis aos 57 anos e a capa da nova edição em inglês de "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Foto: Montagem/ Divulgação

Machado de Assis aos 57 anos e a capa da nova edição em inglês de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Foto: Montagem/ Divulgação

Uma nova tradução para o inglês de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, assinada por Flora Thomson-DeVeaux, foi lançada na coleção Penguin Classics, com introdução do jornalista e escritor Dave Eggers. O texto sobre o clássico de Machado de Assis foi reproduzido pela revista “The New Yorker”, na qual Eggers é colaborador. Para lê-lo no original em inglês, basta entrar no site da publicação clicando neste link.

Flora, que vive no Rio de Janeiro, é uma escritora e pesquisadora americana que estudou espanhol e português na Universidade de Princeton e tem um PhD em português e Estudos Brasileiros na Universidade de Brown. Segundo Eggers, sua versão da obra de Machado é “um presente glorioso para o mundo, porque brilha, porque canta, porque é muito engraçada e consegue capturar o tom inimitável de Machado, ao mesmo tempo mordaz e melancólico, autodilacerante e romântico”.

“Memórias Póstumas” é, de acordo com o jornalista americano, “um dos livros mais espirituosos, divertidos e, portanto, mais vivazes e atemporais já escritos”. No romance, Brás Cubas, um solteirão da aristocracia, resolve narrar do túmulo sua vida de muitos amores e alguns infortúnios. Obra seminal do realismo no Brasil, a sua publicação, em 1881, é antecedida pelo lançamento no formato de folhetim, na “Revista Brasileira”, entre março e dezembro de 1880.

As bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos têm em seu acervo edições em português de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. É importante lembrar que, devido às medidas para contenção da pandemia do novo coronavírus, ambas as bibliotecas estão com atividades presenciais suspensas.

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