Dia do Cinema Brasileiro traz como marco filmagem da Baía de Guanabara

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Affonso Segretto, que fez as imagens que são o marco do cinema brasileiro e marcam o Dia do Cinema Brasileiro. Foto: Reprodução

Affonso Segretto, que fez as imagens que são o marco do cinema brasileiro e marcam o Dia do Cinema Brasileiro. Foto: Reprodução

Em 19 de junho de 1898, Affonso Segretto entrava na Baía de Guanabara a bordo do navio Brésil registrando o que via ao redor em um de seus recém-adquiridos cinematógrafos. Segretto voltava de Bordeaux, na França, onde fora comprar o novo e mágico aparelho, além de fazer um curso para operá-lo.

As imagens  que o italiano registrou naquele dia, no Rio de Janeiro, seriam as primeiras feitas em território nacional, marcando o início do cinema no país. Uma referência, o feito de Segretto transformou o dia 19 de junho na data em que se comemora o Dia do Cinema Brasileiro.

Nas décadas de 1940 e 1950, o cinema brasileiro ganhou os primeiros estúdios profissionais, como o Vera Cruz, inspirado no modelo de produção de Hollywood, que começava a ganhar o mundo. Nos anos 1960 e 1970, a produção nacional teve uma grande guinada criativa com o Cinema Novo, inspirado no cinema italiano e também na Nouvelle Vague francesa.

Em 2001, foi criada a Agência Nacional do Cinema (Ancine), agência reguladora, de fomento e fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. Como resultado da implantação de uma série de políticas públicas, entre 2002 e 2014, a produção audiovisual brasileira mais que dobrou, indo de 196 para 397 filmes exibidos nas telas nacionais e do mundo.

Filmes de ficção e não-ficção, documentários, longas e curtas-metragens têm sido realizados há mais de 120 anos por nomes que se tornaram sinônimo de cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto, Eduardo Coutinho, Glauber Rocha, Helena Solberg, Hector Babenco, Fernando Meirelles, Walter Salles, Tata Amaral, Anna Mulayaert e Kleber Mendonça Filho.

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