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Oficinas mostram noções básicas das competições de poesia falada, os Slams

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Um competição de poesia falada presencial: “Eu gosto da balbúrdia do público”, diz Roberta Estrela D’Alva

 

Realizadas na semana passada, as quatro oficinas online Zap! Slam levaram a uma média de 70 alunos por aula temas relacionados ao universo dos slams de poesia: performance, escrita, expressão corporal e contextos sociais e políticos. Conduzidos pelos integrantes do Núcleo Bartolomeu de Depoimento – Teatro Hip Hop, Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’Alva, os encontros mostraram as noções básicas das competições de poesia falada.

Na primeira aula, Roberta Estrela D’Alva centrou foco na performance poética e em seus aspectos narrativos e teatrais. Também foram passados exercícios de percepção que exploram a relação do texto escrito com a fala e a postura cênica do corpo. Entre as principais questões levantadas durante a aula, uma das mais discutidas foi a questão presencial nos slams de poesia e a competição como território seguro para as mulheres poderem se expressar.

FernandoMartins

Claudia Schapira, Luaa Gabanini, Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva

Para Roberta, um dos elementos essenciais da competição é a presença de público, que reage aos poemas apresentados pelos concorrentes e às suas interpretações no palco. Embora muitas das disputas sejam definidas pela avaliação de juízes, a reação da platéia é um quesito importante.

“Slam é presencial”, disse a atriz e slammer. “Mas estamos fazendo aqui, porque é o que tem para este momento. Para mim, a grande perda é o público. O pior pra mim é não ter aquela balburdia depois que os slammers terminam.”

Max Medeiros, que assistiu a primeira aula disse que a “performance se mantêm, mas agora em audiovisual”. E continuou: “Prefiro a presença do público, claro, mas encarar a câmera é outra experiência, não uma experiência menor. Difícil pra gente que nasceu na rua e na rua tem seu palco, mas em tempos que Youtube é o segundo maior sistema de busca de informação, quanto mais ocuparmos esses espaços melhor”.

As oficinas continuaram até sexta, com Claudia Schapira falando sobre Slam e escrita; Luaa Gabanini sobre Slam e expressão corporal, e Eugênio Lima sobre Contextos sociais e políticos do poetry slam.

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