/ governosp

No Segundas Intenções, Marina Colasanti fala sobre rotina e novos trabalhos

0
Reprodução

Marina Colasanti

Durante o confinamento forçado pelo combate à pandemia, Marina Colasanti deixou o cabelo ficar branco. A artista plástica, ilustradora, jornalista e escritora disse que não dava trabalho pintar os fios que mantém quase sempre presos, mas decidira deixá-los ao natural. “Acho mais honesto”, confessou ela ao jornalista e crítico Manuel da Costa Pinto, no Segundas Intenções Online de setembro, na Biblioteca de São Paulo. Veja a íntegra em vídeo nesta página.

Marina estava respondendo a uma pergunta sobre sua rotina em tempos de confinamento. Ela também falou do marido, o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, que está doente e necessita de cuidadores. E mencionou um de seus trabalhos mais recentes, a tradução do livro “Os afogados”, da argentina Maria Teresa Andruetto – as ilustrações originais são do tcheco Peter Sis. Destinado ao público infantojuvenil, o volume fala sobre os anos da ditadura na Argentina e sobre os militantes que eram perseguidos e mortos.

“A autora fala desse momento com extrema delicadeza”, disse a autora e tradutora. “O livro sai pela editora Pulo do Gato, da Marcia Leite.”

Foto/Natalia Fregoso.

Marina Colasanti na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México. Foto/Natalia Fregoso.

Nascida na Eritreia em 1937, Colasanti viveu na Líbia e na Itália, antes de vir para o Brasil em 1948. Começou carreira como artista plástica e gravadora, mas logo foi levada para o jornalismo por seu namorado na época, Millôr Fernandes, como repórter de cultura do Jornal do Brasil. “Logo viram que eu tinha texto bom e uma mochila cultural consistente”, contou ela.

Com mais de 60 livros, entre literatura infantil e adulta, Colasanti estreia nas letras com “Eu Sozinha” (1968), muito elogiado pelos críticos da época. “Era uma estrutura muito ousada, mas eu não sabia. Se soubesse, provavelmente não teria ousado tanto”, brincou ela. “Não queria contar uma história, mas queria falar de um sentimento, a solidão. Era como se fossem flashes de luz, como soltam aqueles globos de vidro nas boates.”

O primeiro livro de poesia é “Cada Bicho seu Capricho” (1992). Suas crônicas estão reunidas, entre outros livros, em “Eu Sei, mas não Devia” (1992). Nelas, reflete sobre a situação feminina, o amor, a arte, os problemas sociais brasileiros a partir do cotidiano.

Na entrevista, que teve participação intensa do público, Marina falou de seu próximo livro, “Vozes de Batalha”, que será uma espécia de continuação de “Minha Guerra Alheia”. São suas memórias, compostas em um misto de gêneros. Para saber mais, veja a entrevista na íntegra:

Compartilhe

Sobre o Autor

Deixe um Comentário

Ouvidoria Transparência SIC
Doe Máscaras