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No Segundas Intenções, Carola Saavedra comenta sua obra literária

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Reprodução

A escritora Carola Saavedra

Carola Saavedra está na Alemanha. Ela fica em Colônia, um dos principais pólos culturais do país, onde ministra aulas de Literatura e Cultura Brasileira na universidade local. Foi de lá que a escritora chilena-brasileira conversou com Manuel da Costa Pinto no Segundas Intenções Online de outubro na BSP, que aconteceu no dia 5.

Nascida no Chile em 1973, Saaavedra veio com a família para o Brasil aos 3 anos de idade e se instalou no Rio. Também morou na Espanha, na França e na Alemanha, onde concluiu um mestrado em Comunicação Social e para onde voltou recentemente, agora como professora.

Considerada pela revista literária Granta uma entre os 20 melhores jovens escritores brasileiros da atualidade, Saavedra estreou na literatura em 2005, com o volume de contos “Do Lado de Fora”. O título mais recente, “Com armas sonolentas” (2018), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Dela, o livro “Flores azuis” (2008) foi eleito melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. “Paisagem com dromedário” (2010) ganhou o Prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor. Ambos os títulos foram finalistas dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti.

“Toda Terça” (2007), primeiro romance da autora, é definido por ela como “um livro do estilo ‘modelo para armar'”. Influenciada, entre outros autores, por Julio Cortázar, ela conta no livro a história de Laura, no Rio, e de Javier, em Frankfurt, em acontecimentos aparentemente desconexos.

Essas linhas narrativas paralelas são, segundo Costa Pinto, uma constante em seus romances: “Nunca me interessou a história linear”, disse ela. “Lidar com o espaço da participação do leitor é uma necessidade para mim.”

A entrevista no Segundas Intenções Online teve a participação de leitores e fãs de Saavedra, que fizeram perguntas sobre sua obra. Marisa de Jesus, por exemplo, perguntou como a autora enfrentou a pandemia:

“Uma coisa é a pandemia na Alemanha, que já está acabando’, disse ela. “E a outra é a experiência no Brasil. Os meus alunos (em Colônia) acham que eu estou exagerando, que não é para tanto. Depois de dois meses, as pessoas voltaram a conviver, mas a universidade ainda ficou online. Agora, você não vê gente sem máscara por aqui. Tem muito controle.”

O jornalista Alysson Oliveira, que a considera uma das melhores escritoras brasileiras da atualidade, perguntou o que ela tem lido. A resposta: “Muita literatura indígena. Sempre me interessei pelo que estava à margem. Tenho lido muita poesia, também. E muitos livros de não-ficção”.

Foram uma hora e meia de entrevista em que Carola Saavedra passou em revista boa parte de sua carreira, passando pelos livros, método de trabalho e influências. Para saber como foi ou rever, veja a íntegra abaixo:

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