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Clarice Lispector é homenageada com atividades nas bibliotecas

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Clarice Lispector em 1969. Foto: Acervo IMS/ Maureen Bsiliat

No centenário  de Clarice Lispector, as bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos prepararam uma programação com oficinas e cursos em homenagem à escritora ucraniana naturalizada brasileira, autora de livros seminais da literatura nacional como “Paixão Segundo G.H.” e “A Hora da Estrela”. Ela faria 100 anos no dia 10 de dezembro.

Nesta terça, dia 8, das 17h às 18h30, na programação da BVL, a professora Nadia Battela Gotlib ministra a palestra “O Legado de Clarice”. Na quarta dia 9, das 17h às 18h30, na BSP, a escritora Noemi Jaffe dá a aula expositiva “Efeitos do Estranhamento em Clarice Lispector”. Ambas as atividades ainda estão com as inscrições abertas.

Na quinta, dia 10, data em que se comemora o centenário de nascimento de Clarice, a BVL preparou uma atividade especial. O Viagem Gastronômica, que acontece entre 16h e 16h50, traz Dolores Freixa e Solange Botura confeccionando um prato que aparece em uma cena de “A Hora da Estrela”. A atividade ainda está com as inscrições abertas.

Para participar em uma das atividades, acesse a página de inscrições da BVL (www.bvl.org.br/inscricao) ou da BSP (www.bsp.org.br/inscricao).

O legado de Clarice

Nascida Chaya Pinkhasovna Lispector, em 10 de dezembro de 1920, na cidade ucraniana de Chechelnik, Clarice recebeu seu nome ocidental ao aportar no Brasil em 1922. Morou nas capitais de Alagoas e de Pernambuco antes de se fixar com a família no Rio de Janeiro. Fez faculdade de Direito, mas não exerceu a profissão. Trabalhou como jornalista, onde seu estilo fluído fez sucesso. Na literatura, no entanto, encontrou sua força de expressão, com uma obra singular, que contestava o cânone vigente.

Autora de contos e romances de cunho existencial e psicológico, Clarice concentrava-se mais no mundo interior de seus personagens – em especial das mulheres – do que na elaboração dos enredos. De “Perto do Coração Selvagem” (1943) até “A Hora da Estrela” (1977), passando por “A Paixão Segundo G.H.” (1964), sua obra se firmou por contestar as tendências correntes na literatura naquele momento, do regionalismo ao realismo.

Em 1943, Clarice se naturalizou brasileira. Ela se casou com um diplomata, Maury Gurgel Valente, e morou nos Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Suíça. Ao mesmo tempo, abandonou o jornalismo e pode se dedicar mais à literatura. Ela morreu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em consequência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos, Pedro e Paulo, e uma obra composta de romances, novelas, contos, crônicas, literatura infantil e entrevistas.

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