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Adriana Lisboa fala sobre papel da memória e da identidade em suas obras

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Adriana Lisboa

Convidada do Segundas Intenções Online de dezembro, na BSP, a escritora carioca Adriana Lisboa é autora de sete romances, três livros de poemas, dois de contos e cinco obras infantojuvenis. Seus livros foram traduzidos em mais de vinte países. Ela também traduziu para o português, entre outros livros, “O morro dos ventos uivantes”, de Emily Brontë; “A estrada”, de Cormac McCarthy; “A porta”, com poemas de Margaret Atwood, e “Uma voz vinda de outro lugar”, de Maurice Blanchot. Veja a íntegra no vídeo abaixo.

Iniciada com “Os Fios da Memória” (1999), a obra de Adriana tem como denominador comum a relação com a memória, interrogações sobre a identidade e o lugar dos personagens dentro de suas realidades. Em resumo, seus livros são mais centrados na dimensão psicológica de seus protagonistas e menos preocupados com a dimensão formal das tramas.

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A escritora Adriana Lisboa e o jornalista Manuel da Costa Pinto

“Um pouco inconscientemente isso está ali”, explica ela a Manuel Costa Pinto, ao falar sobre seu primeiro título. “Nunca relancei o meu primeiro livro, acho que tem mais erros do que acertos. Mas é um livro que eu valorizo por ter sido o meu primeiro. Para mim, a questão que vem se resignificando é essa questão do lugar no mundo. E mundo tem várias acepções. Tem muito a ver com as relações, como a gente se posiciona ao outro. Como a gente se coloca eticamente na dinâmica da relação com os outros.”

Entre os prêmios que Adriana recebeu estão o José Saramago por “Sinfonia em branco”, o Moinho Santista pelo conjunto da sua obra, uma menção honrosa no Prêmio Casa de las Américas pelo livro de poesia “Pequena música” e o Prêmio de Autor Revelação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil por “Língua de trapos”. Além disso, recebeu uma bolsa da Fundação Japão para escrever “Rakushisha” e uma bolsa da Fundação Bibiloteca Nacional para trabalhar em “Um beijo de colombina”.

Ela nasceu no Rio de Janeiro. É mestre em literatura brasileira e doutora em literatura comparada pela UERJ, e foi pesquisadora visitante em Nichibunken (Kioto), no Japão, e na Universidade do Novo México, nos EUA. Ensinou no departamento de espanhol e português na Universidade do Texas, em Austin, e foi também escritora residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e na Universidade de Chicago. Morou na França, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos. Vive atualmente em Austin, onde lecionou na Universidade do Texas em 2019.

A seguir, a íntegra da entrevista:

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