Escritor Bernardo Ajzenberg é o convidado do Segundas Intenções de julho
03 DE julho DE 2020
Bernardo Ajzenberg. Foto: Divulgação.[/caption]Mediado por Manuel da Costa Pinto, o Segundas Intenções Online de julho será realizado no dia 13, segunda-feira, às 19h, com o premiado escritor Bernardo Ajzenberg e transmissão ao vivo pela nossa página no Facebook. Autor de 10 livros (entre eles, “Gostar de ostras”, “Minha vida sem banho” e “A gaiola de Faraday”) e tradutor de mais de 50 obras, ele foi ombudsman da Folha de S.Paulo e coordenador executivo do Instituto Moreira Salles, além de diretor-executivo da editora Cosac & Naify.
Bernardo nasceu em São Paulo, em 1959 e viveu em Paris, de 1983 a 1985. Formado em Jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, ele vem trabalhando, desde 1976, em diversos veículos de comunicação e tem desenvolvido sua trajetória na literatura, apostando no romance. Confira, a seguir, um rápido bate-papo com o escritor, que adianta que está trabalhando em um livro de contos:
Como a pandemia tem impactado sua rotina de trabalho e produção? A rotina não mudou muito, pois já faz uns bons anos que trabalho confinado. Claro que um confinamento obrigatório é diferente, e isso, sim, tem afetado minha produção por causa da dificuldade para me concentrar por muitas horas numa só atividade. São muitas notícias, muitas tragédias. O país à deriva. Tinha previsto finalizar um livro de contos neste primeiro semestre, mas não consegui. Para dar uma certa vazão à necessidade de expressão, comecei a postar imagens no Instagram e no Facebook, coisa que não fazia.
O que você está lendo neste momento? E o que indicaria aos nossos leitores, especialmente, para este tempo em que estamos mais tempo em casa? Por quê? Estou lendo um livro extenso sobre a história do ateísmo, de Georges Minois. Esse tema me interessa muito. Recomendo fortemente "A Paixão Segundo G.H.", da Clarice Lispector. É um livro que estimula um mergulho interior profundo, essencial, acho, neste momento.
Nesta época de confinamento e distanciamento social, a imaginação, a leitura e as lembranças são gatilhos para irmos além da janela. Qual a memória dos tempos que viveu na França que faz com que "viaje" novamente para lá? A principal é a da convivência permanente, diária, em diferentes meios, com debates culturais e artísticos profundos e surpreendentes, além das idas constantes ao cinema, ao teatro, salas de concerto, museus etc.
Sua trajetória como tradutor apresenta certamente desafios; quais são as armadilhas que devem ser evitadas por quem realiza este trabalho? A maior armadilha é a da tradução literal. Especialmente na tradução literária, sinto que o maior desafio é captar o estilo do autor e, sendo absolutamente fiel ao texto, reescrever seu livro como se ele tivesse sido escrito originalmente em português.
Não é necessário fazer inscrição para participar do Segundas Intenções Online. Marque aí na sua agenda e venha conhecer mais sobre a trajetória e as obras de Bernardo Ajzenberg conosco.
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