Luiz Alberto Mendes: história que se mistura com a do Carandiru
13 DE abril DE 2020
Quando tinha 12 anos, ele, filho de pai alcoólatra, fugiu de casa, deixando para trás um ambiente de violência. Aos 19 anos, foi preso, acusado de assalto e homicídio. Tendo passado pela Febem (hoje, Fundação Casa), ele cumpriu pena em várias casas de detenção. Seu encontro com os livros deu-se ainda na prisão, no final dos anos 80, quando a enfermeira Michele fez a ponte entre as obras e ele, durante um tempo em que ajudava um grupo de pessoas presas com HIV. A partir daí, passou a ler tudo o que caía em suas mãos e até passou a dar aulas na prisão. Já a carreira literária teve início com a ajuda de Fernando Bonassi (autor e roteirista de Carandiru), com quem teve contato durante a produção do roteiro do filme, e que recomendou o primeiro livro de Mendes à Companhia das Letras.
Mendes foi colunista da revista Trip (confira os textos, clicando aqui) e deixa obras publicadas pela editora (confira homenagem deixada no Instagram): Confissões de um homem livre , Memórias de um sobrevivente e Às cegas. Leia mais sobre ele em entrevista à revista Trip e confira matéria sobre o coronavírus, publicada em março e disponível no site da publicação. O escritor parte sem ver nas telas o filme Sete idas ao inferno, que contava com sua contribuição e estava, em 2019, em fase de captação de recursos.
“Ele deixará saudades – de luta e de transformação”, como ressalta o escritor Marcelino Freire. E nós, aqui, também deixamos nossa homenagem!
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