Um convite para pensar o audiovisual nas redes sociais
16 DE julho DE 2021
O audiovisual é uma mídia com som, imagem, movimento e história e, por isso, atrativo, que ganhou muita força na pandemia. Foto: Arquivo pessoal.[/caption]Quer um empurrãozinho para aperfeiçoar a sua comunicação audiovisual? A especialista em conteúdo multimedia Patricia Bernal, que estará à frente da Oficina Intensiva de Audiovisual para Mídias Sociais, marcada para o dia 22 de julho, das 14h30 às 17h30, antecipa aqui algumas dicas para quem se interessa sobre o tema. O encontro on-line, indicado para maiores de 16 anos, ainda tem vagas disponíveis em www.bsp.org.br/inscricao.
Documentarista, Patricia é jornalista-curadora do IH!CRIEI, portal que cria e compartilha conteúdos que abordam temas ligados a negócios, empreendedorismo e carreira nas áreas da economia criativa. É, ainda, fundadora do grupo MUFA (Mulheres Filmmakers e do Audiovisual), projeto social de incentivo às mulheres que trabalham na área, e da plataforma Soul do Audiovisual.
Confira suas dicas:
Quais são as ferramentas mais importantes para a produção de lives?
1) Celular com boa câmera, que produza imagens de qualidade;
2) Iluminação natural ou artificial – há alguns tipos que não são dispendiosos e que atendem muito bem às necessidades;
3) Ideal ter um microfone de lapela próprio para celular ou o fone de ouvido que já vem com microfone para captar o áudio. Se o áudio do celular for bom, não é necessário usar um recurso suplementar;
4) Boa conexão de internet, para que a transmissão da live não seja interrompida;
5) Tripé, para dar estabilidade à imagem, e adaptador de celular que ficará fixado ao tripé;
6) Atenção ao cenário ou ambiente bacana, com imagem agradável. Não gravar, por exemplo, com geladeira aparecendo ou fundo da cozinha, o que pode revelar pouco profissionalismo;
7) Importante também pensar no conteúdo e construir um roteiro que servirá de guia.
Há outras formas de fazer lives, que demandam outros equipamentos. Por exemplo, ao fazer uma live pelo computador, serão necessárias uma webcam ou câmeras profissionais, além de software para gerenciar a transmissão.
Há outras formas de fazer vídeos, que não sejam lives?
Existem, além das lives, os reels, que são vídeos com conteúdo, criatividade, storytelling e que exigem uma edição dinâmica. E ainda, vídeos e microvídeos são outras alternativas, que podem ser desenvolvidas, sempre adequadas a cada tipo de negócio.
Como decidir sobre o que falar?
O conteúdo fica mais autêntico quando parte da sua experiência, de algo que você viu, vislumbra, ou em algo em que está se aprofundando. Sempre partindo do seu ponto de vista.
Além disso, é importante conhecer a sua audiência. O que ela precisa, quais são os principais incômodos e como você pode contribuir com insights, caminhos?
A medida certa está no equilíbrio entre o que você sente e o que o seu público busca. Isso vale para pensar o conteúdo da live ou qualquer comunicação audiovisual. No caso do reels, que é um conteúdo que pode ser mais criativo e compete com os vídeos produzidos no Tik Tok com o apelo de entretenimento, há ferramentas para executar isso. Mas sempre é importante pensar no conteúdo e em sua conexão com os projetos/negócios e de que forma ele pode contribuir com a audiência.
Qual a melhor estrutura?
A melhor estrutura é aquela que inclui todos os componentes que permitirão manter a qualidade do conteúdo. Somam-se: parte técnica, domínio do conteúdo e habilidades de comunicação como expressar-se com clareza e ter a capacidade de estabelecer conexão com os outros.
A pandemia fez as lives, até então pouco utilizadas, se tonarem uma prática de comunicação, divulgação, venda, debate…enfim. Você acha que esse modelo está se esgotando?
O audiovisual ganhou muita força com o fato das pessoas estarem em casa, é um conteúdo-entretenimento mais leve, que facilita a absorção da informação. É uma mídia com som, imagem, movimento e história e, por isso, muito atrativo. O conteúdo audiovisual como um todo – filmes, lives, séries, YouTube, todas as plataformas de streaming, videocasts – ganhou muita força com a pandemia, em razão do público estar mais tempo em casa e, por isso, consumir mais essas mídias.
O boom das lives passou e os ensinamentos ficaram. Atualmente, o público faz escolhas e se programa para participar. Outro aspecto é que as pessoas seguem influenciadores, e o ao se identificarem com determinados temas irão consumir qualquer formato produzido por ele, seja post, live, vídeo, encontro, stories.
Como divulgar lives?
A live é um conteúdo mais denso. Haverá uma pessoa falando por até uma hora sobre um tema que foi estudado e preparado - do contrário, bastaria um pequeno vídeo ou um post, para dar conta do assunto.
Considero que há duas formas de divulgar:
* com antecedência em seus canais: LinkedIn, grupos do Facebook, lista de amigos. Em todos os lugares onde houver gente, e que você se conecte com elas, são espaços de divulgação.
* próximo à transmissão da live é interessante aumentar o número de divulgações com lembretes, mas sem ser repetitivo. É importante ter um plano estratégico e organizado, assegurar a divulgação em todos os seus canais, mas não com muita antecedência. E no dia da live, fazer um auê para trazer as pessoas.
Ficou com vontade de aprender mais sobre como melhorar os audiovisuais nas suas redes sociais? Participe desta oficina. Ainda há vagas disponíveis em www.bsp.org.br/inscricao.
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