Antiga Casa de Detenção completaria cem anos em abril
22 DE abril DE 2020
A Biblioteca de São Paulo, à esquerda, e a Etec Parque da Juventude, à direita, no terreno onde há 100 anos foi inaugurada a Penitenciária do Estado de São Paulo. Foto: Sec. de Estado da Infraestrutura e do Meio-Ambiente/Divulgação[/caption]Inaugurada no dia 8 de fevereiro de 2010, a Biblioteca de São Paulo ocupa hoje parte de um espaço no Parque da Juventude onde até 2002 funcionou o Complexo Penitenciário do Carandiru, de triste memória. A biblioteca, que conta com mais de 40 mil volumes em seu acervo, foi concebida no local do antigo presídio para ser um espaço arrojado, com projeto inovador de inclusão social por meio da leitura e outras atividades.
Inaugurada em 21 de abril de 1920, a Penitenciária do Estado, na Zona Norte de São Paulo, foi inspirada no Centre Pénitentiaire de Fresnes, na França. O presídio, criado sob a tendência da época, de ressocialização dos presos, era considerado um modelo nos primeiros anos de funcionamento. Em 1956, foi transformado em Casa de Detenção e teve sua capacidade dobrada para 3.250 detentos.
No fim dos anos 1990, o Complexo Penitenciário do Carandiru chegou a abrigar cerca de 8 mil pessoas, o que o levou a ser considerado o maior presídio da América Latina. Em 1992, uma rebelião resultou na morte de 111 presos. Depois, o local acabou sendo desativado.
A primeira implosão parcial da Detenção aconteceu no dia 8 de dezembro de 2002, quando foram abaixo os pavilhões 6, 8 e 9. No ano seguinte, o terreno recebeu uma área de lazer e entretenimento ao ar livre com 240 mil metros quadrados. Além da BSP, o parque abriga ainda a Escola Técnica Estadual Parque da Juventude, que oferece cursos regulares de enfermagem, informática, música e canto.
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O interior da Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude. Foto: Equipe SP Leituras[/caption]
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